Junto com queridos colegas de trabalho e de formação clínica lá do Raul Soares, participo do livro com o capítulo “Psicoses de início tardio e as contribuições da psiquiatria clássica: um relato de caso sobre parafrenia”.

Sem desconsiderar suas complexidades e paradoxos, poder participar da publicação desse livro é poder registrar algo do meu percurso formativo nessa história.

Este livro é um verdadeiro apanhado dessas experiências que transformam a nós e aos nossos pacientes.

O livro é composto por ensaios clínico-teóricos sobre uma prática orientada pelo particular do caso dentro de uma instituição total e o estudo de 08 casos clínicos paradigmáticos que passaram pelo Instituto Raul Soares (IRS) e muito ensinaram sobre o cuidado em saúde mental.

O Instituto Raul Soares (IRS) é um hospital psiquiátrico público fundado em setembro de 1922 em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Sua história participa e se confunde com a história da psiquiatria no Brasil.

Na década de 1970 e 1980, importantes nomes da psiquiatria formados no Instituto Raul Soares participaram dos movimentos que deram início à Reforma Psiquiátrica Brasileira.

SINOPSE:

Este livro é um convite ao leitor a inclinar-se ao leito. Há aí o sentido de um retorno ao ensinamento de Hipócrates, quando este lança as bases para um método clínico exercido à beira do leito (klinós). Mas não se trata apenas de um retorno – o que não seria pouco, tendo-se em vista os rumos da Medicina atual –, vai além disso: há também um convite à reflexão sobre o problema epistemológico que acompanha o exercício da Psiquiatria ao se passar do caso singular à categoria nosológica. Desse modo, também é um convite a verificar, em cada caso, o impossível de generalizar, o que faz de cada caso, um caso único.
Quase todos os trabalhos foram extraídos das sessões clínicas semanais que acontecem na Residência de Psiquiatria do Instituto Raul Soares, momento privilegiado em que residentes e preceptores podem se permitir aprender com cada caso e que possibilita recolher a invenção singular que cada paciente pode fazer para si. Há, nesse movimento, um desejo de saber que vai além do saber simplista dos manuais classificatórios em suas coleções de sintomas.
Em se tratando de matéria, este livro nos apresenta rigor epistêmico, fluidez clínica e também algo de ousadia, que representa nossa prática, ao buscar contemplar a interface com múltiplos saberes, sem no entanto, querer dizer tudo sobre o humano em seu sofrimento psíquico, donde o desejo de resgate da clínica e de avanço em relação às teorias que a sustentam nos apontam outro horizonte, para além de uma psiquiatria reduzida a manuais classificatórios. Eis aí um convite à leitura, à litura, ao leito.

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