Perguntas frequentes

1) Só gente louca precisa de psicólogo?
Não. O psicólogo trabalha com seres humanos, e pode atuar onde quer que existam seres humanos: educação, trabalho, trânsito, esporte, comunidade, política, ciência, hospital e outras tantas são áreas de atuação da psicologia. Por sua vez, o conceito de “louco” é construído socialmente e sua significação ainda hoje aparece carregada de estigma, o que só atrapalha as pessoas a buscarem ajuda profissional quando estão sofrendo. Saiba: entre aquelas coisas mais normais, presentes e esperadas na experiência humana está o sofrimento emocional, e um psicólogo clínico é o profissional preparado para lidar com isso.

2) Quando devo procurar um psicólogo?
Todo mundo na vida tem um jeito de ser. Tem também um jeito de sofrer. Nosso jeito de ser e sofrer nos garante uma forma singular de estar no mundo e nas relações. No mundo e nas relações, somos e sofremos de um jeito que é só nosso, um jeito que é todo nosso. Você deveria procurar um psicólogo quando seu jeito de ser e sofrer estiver apresentando problemas: as coisas não vão bem nas relações familiares, afetivas, no trabalho, nos estudos e nas finanças. Há o aparecimento de sintomas, como angústia, insônia, ansiedade, depressão, etc. Não importa o que você faça, algo parece lhe escapar e as coisas insistentemente não caminham na vida. Este é um sinal de que algo precisa mudar, e permanecer no mesmo pode custar caro demais. Neste momento, a ajuda profissional de um psicólogo pode ajudar a dar um tratamento para tudo isso.

3) Como escolher o melhor psicólogo para mim?
Quando se inicia um processo analítico ou psicoterapêutico, uma relação se desenvolve entre o paciente e seu psicólogo. Chamamos isso de relação terapêutica, ou relação transferencial. A relação transferencial é uma das ferramentas mais importantes do trabalho do psicólogo. Por isso, mais do que outras características do psicólogo, como gênero ou abordagem teórica, é importante e preciso que você possa se sentir confortável com o psicólogo que escolheu, pois assim poderão fazer um bom trabalho juntos. De toda forma, verifique sempre se o profissional que você está escolhendo tem preparo técnico e ético para conduzir seu tratamento. Você pode fazer isso consultando a situação de sua inscrição junto ao Conselho de Psicologia.

4) Quanto custa ir ao psicólogo?
Quando procuramos um psicólogo, a preocupação com a questão financeira se faz presente, o que é natural. A verdade é que hoje em dia o custo em dinheiro é o menor dos problemas. O Conselho Federal de Psicologia tem uma tabela que regula o valor dos serviços prestados por psicólogos que pode ser consultada. Além disso, muitos psicólogos têm trabalhado com o chamado “valor social” com o objetivo de ampliar o acesso aos serviços psicológicos na medida em que a realidade financeira da pessoa é considerada no momento de definir o preço das sessões. Há profissionais ainda que abrem espaço em suas agendas para realizar alguns atendimentos gratuitos ou trabalham em serviços públicos de saúde.
Entretanto, quando procuramos um psicólogo, não pagamos somente em dinheiro. É preciso pagar também com o desejo de estar ali. Reservar um tempo na vida para a psicoterapia. Abrir mão de fazer outras coisas naquele momento e, se for o caso, sair de casa sempre naquele mesmo horário, se deslocar e comparecer. É preciso ainda romper com nossas velhas formas de ser, ter prazer e sofrer. Mas… Não se engane. O custo do desejo por vezes mostra-se mais caro que uma quantia mais ou menos específica de dinheiro. É por isso que alguns sujeitos chegam a preferir continuar pagando pela vida afora o preço cobrado pelo sofrimento inútil. Fazer psicoterapia tem muito mais a ver com aquele momento em que o preço do sofrimento deixa de ser bom investimento do que com o dinheiro propriamente dito.

05) Quanto tempo leva o processo psicoterápico?
Depende. Sobre isto, vale a pena resgatar algo que o velho Freud diria: “como posso lhe dizer quanto tempo durará a caminhada se eu ainda não sei o tamanho dos seus passos?”. A duração do processo psicoterápico depende de muitas variáveis, entre elas os objetivos com os quais se procura pelo mesmo, o que torna difícil precisar um tempo genérico para todos os processos. Há psicoterapias de uma única sessão, há aquelas que duram mais que isso, portanto, depende.

6) O que eu ganho fazendo psicoterapia?
Há muitas formas de responder a esta pergunta. Entretanto, quando nos disponibilizamos a passar por um processo psicoterapêutico, vale mais a pena considerar as perdas que teremos. Em uma psicoterapia, perdemos medos, sintomas, ansiedades e os mais diferentes obstáculos psíquicos. Ficam pra trás barreiras que por inimagináveis motivos nos detinham. Perdemos crenças antigas sobre nós mesmos e rompemos com velhas formas de ser e funcionar. Deixamos de estar dispostos a entrar em alguns tipos de relacionamentos que só nos fazem mal. Caem por terra o peso e a carga afetiva das grandes expectativas que foram sendo depositadas sobre nós ao longo da vida. Perdemos velhas desculpas e os inúmeros motivos que tínhamos na ponta da língua para não seguir adiante no sentido daquilo que desejamos. Em uma psicoterapia, perdemos a possibilidade de continuar não sendo a melhor versão de nós mesmos. Portanto, se está pensando em procurar uma psicoterapia, esteja advertido das perdas que podem vir com ela.

Ainda não encontrou uma resposta para sua pergunta? Você pode me fazer perguntas preenchendo o formulário abaixo!

Site hospedado por WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: